Santa Criatividade

Santa Criatividade

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ele era santo e não sabia....

A veia de Charles Bukowiski me excitou....
Aquela mulher, santa mãe, exemplo da espécie feminina, viaja entre meus neurônios, entre minhas veias e artérias, excitando meus órgãos, todos eles, fazendo-me pensar no que farei ao encontrá-la deitada na cama do hotel, reservado com todas as más intenções, para noite desejada.
A noite cai e com ela minha vontade aumenta. No horário combinado a vejo, envolta em fios de seda, vestido esvoaçante, branco e vermelho, satã encarnada, alma despida de pudores, pronta para satisfazer os seus, os meus e nossos desejos de sexo. Sexo selvagem! Nada de trivial, sexo safado.
Após algumas garrafas de vinho Tannat, safra 2007, sorvidos em taças de cristal tcheco, todo o luxo exposto dá lugar à pobreza de modos. Pobre daquele que não sabe ser pobre com uma puta. Pobre, pobre, a pobreza começou a aparecer. Arranco-lhe o vestido demoníaco e liberto a vagabunda de dentro dele. Seios duros, apontados para o espaço, bundas largas, postadas a dar prazer, pernas torneadas, lindas, vagina lindamente depilada mostrando o quão safada e despudorada estava aquela mulher, santa mãe.
Penetro-a com toda a força, faço-a urrar de prazer. Corpos suados e embolados se comendo como dois animais no cio.
Não demoro a gozar, farta e abundantemente em sua boca. Beijo-a logo em seguida, mostro-a toda a minha insaciedade por sexo, insaciedade por ela.
Aquela puta, devoradora de homens, após tomar todo o leite de prazer, volta a ser a santa mãe. Põe seu vestido, calça seu louboutin 37 de cor branca com salto amarelo, cheio de escritos tarjadas no seu couro, e parte rumo ao seu lar. Sua família a espera!
E eu?
Eu fico, fico pensando no quão santo eu sou quando me deparo com elas! Elas, as mulheres decididas a serem devoradoras, putas por um momento apenas.
Volto para meu mundo, copo de scotch irlandês, duas pedras de gelo, música de Bach no mp3...
Ah, como sou santo!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ah, o amor!

A cada sol que nasce, mesmo que não o veja, há um novo iluminar de mentes. A cada mente iluminada, há uma nova idéia plantada, uma nova lembrança despertada, um novo amor semeado.
As pessoas não sabem disso, ou sabem? Creio que não! Teimamos em continuar a lamuriar as dores de ontem, os ciúmes de ontem, as fomes de ontem. Porque não olhar para o sol que nasce e planejar o futuro. Esqueça as dores, os ciúmes, as fomes, fome de amor, fome de querer, fome de amar, fome de saber, pense para frente, sempre!
Algo me perturba desde o século passado: a falta de vislumbre das pessoas que me cercam sobre a seriedade do amor que sinto. Amor este que não pode ser medido tão grande que é! Amor este que transcende a troposfera, a mesosfera, a ionosfera, transcende a minha pele, limite entre o perfeito e o imperfeito. Não é? A pele é a representação máxima da mais tênue linha entre a perfeição e a imperfeição. O limite entre o mundo, imundo e impuro, e o corpo, obra máxima da criação divina. Ahhhhhh, sem divagações....
O que me perturba é que, mesmo que fale, mesmo que demonstre, mesmo que exemplifique tudo o que sinto nada, nada mesmo, será tão intenso como a imagem do amor que a pessoa imagina no seu mundo. Amor não é isso! Amor é complemento, amor não é completar. Amor é acompanhar, não é seguir. Amor é uma equação lógica de infinitas variáveis. Nem mesmo a decomposição da integral mais complexa chegará à solução do que é o amor. A idealização do amor leva ao desamor, ao ódio, leva o amor ao fundo do poço.
Penso, como “Artemis”, pensou no fundo do poço, no fundo do túnel, no fundo do corpo, no fundo da garrafa, e quero ir para lá também. Quero ir para onde ninguém me pegue, ninguém me puxe de volta. Preciso, precisa, precisamos disso! Só por um momento. Mesmo que seja por um segundo.
Mas ao pensar no fundo imagino como seria minha vida um segundo sem você. Seria horrível, não saberia viver! Sou errôneo, errado, errante como você, ou melhor, como acho que você é.
E aí te quero mais comigo que a minha alma. Quero-te junto a mim, bem colada.
Amor é isso, eterno conflito entre o que queremos e o que temos! Se não fosse isso não seria amor.
Nesses conflitos que damos valor ao amor que temos.
Eu te amo Morena.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Lembranças

Falta-me inspiração para a escrita. Fogem-me as idéias, mas as lembranças permanecem acesas como aquela vela acesa por ela. Vela branca, parafina escorrida, pavio curto, mas emanando luz como nenhuma outra. Vela acesa, promessa a algum Santo para que tudo voltasse a ser momento.
Lembrança! Lembrança, o dicionário diz que é a “impressão, idéia de uma coisa, de uma pessoa ou de um fato, que a memória conserva; recordação; reminiscência”. Para mim o dicionário não sabe expressar o que é uma lembrança. É mais que isso! Lembrança tem um quê de gosto doce, tem um quê de gosto amargo, tem um quê de choro e um outro quê de sorriso.
A lembrança de outros dias me traz o gosto daquelas garrafas de vinho, daquela garrafa de whisky, daquele bacalhau, daquela pasta de beringela, o gosto do sorriso largo de todos ao redor da mesa. Sim, sorriso tem gosto! De felicidade...
A lembrança daquela música me faz lembrar o movimento doce do corpo da dançarina. Que dançarina! Que corpo, corpo moreno, branco, moreno só pelos cabelos, esguio, quadris largos e metodicamente simétricos, seios milimetricamente moldados para caber nas mãos do amante. O vestido, estampado, sua estampa refletindo a alegria do momento. Um poeta me disse que de longe se via a “magia do momento”! Realmente, quando isso acontece vê-se de longe!
A lembrança tem a sua hora de se tornar lembrança, até lá é o momento! E o momento acaba, torna-se lembrança. Dessa hora lembro bem. O tchau, o até breve, isso me traz o gosto amargo e o gosto do choro que senti, por osmose, ao abraçar a Deusa que inventou tudo isso! A Deusa, envolta em toalha branca, pronta para usá-la nas suas lágrimas já que lenços não teriam a capacidade para enxugar o seu pranto. Lembro bem disso!
Mas a lembrança disso constrói mais e mais a pirâmide da amizade. A Deusa que inventou esses momentos ainda estará envolta na toalha? Será que já trocou para os lenços? O seu choro não será eterno, as lembranças sim!
Lembranças, como são boas as lembranças.

domingo, 21 de novembro de 2010

Fortaleza....de areia!

A fortaleza se desfez! Como pode isso acontecer? Não acredito no que vi, a fortaleza se desfez.
A crença de que seria forte e inabalável à toada do amor, do carinho, do sexo e da cumplicidade não lhe valeu de nada. Nada é tão forte quanto a força do amor.
Não acreditou em sua consciência. Seu id, seu ego, seu super-ego, todos lhe avisaram, mas de nada adiantou. Sabe o motivo? Simples, no coração nem mesmo o cérebro manda. Por isso existe morte cerebral. O coração insiste em continuar lutando, contraria tudo e todos. Ainda não inventaram a máquina para manter o cérebro funcionando junto com o coração, mesmo com vontades difusas. Não há como. O coração é quem manda em nós. Se ele morrer conseguem reanimá-lo mas se ele quiser continuar vivo fica difícil matá-lo!
Se o coração disser “Eu quero” de que vale um cérebro responsável? De nada! O coração mandou, então que assim seja!
Razão e emoção são como água e óleo, convivem no mesmo ambiente mas nunca homogeneamente, impossível isso! Estamos no mesmo corpo, dificilmente na mesma direção. Quando apontam para o mesmo norte a vida perde a graça. Ah, e como perde a graça coração e cérebro na mesma língua, na mesma sintonia. Fica tudo cinza. A graça da vida está nisso, o eterno conflito entre o sim e o não. Cá pra nós, é tão gostoso ser feliz com o coração, mesmo que por um curto espaço de tempo. O cérebro se encarregará de curar o porre, a ressaca, o coração viverá feliz, o cérebro viverá a preparar o coração para uma nova felicidade. Cérebro e tempo andam juntos, de mãos dadas. Não é a toa que a nossa anatomia reservou para o cérebro as funções lógicas. Se fosse no coração seria um desastre só!
Sofra, faz bem sofrer por esse motivo. Sofrer assim nos torna vivos!
Sofra e não se prive de novos sofrimentos. Olhe para trás e nunca se arrependa do que fez, arrependa-se do que não fez, do que fez pela metade ou do que fez com o cérebro!
Sofra, a sua fortaleza ainda será desfeita algumas outras vezes. Todas as vezes que ela se desfizer será reconstruída mais forte ainda. Sofra, sofrer faz crescer.
Sofra, os amigos sabem disso e estarão sempre seu lado esquerdo, amparando o coração que quer pular e sair do peito.
Sofra pois a fortaleza se desfez!

Acordar é bom

O sol lá fora mostra sua força, os pássaros gorjeiam como num coral afinado e descompassado, cada um no seu ritmo, a cama, ainda quente, abriga os dois corpos, nus, em ebulição e loucos para se comerem.
Como num passe de mágica os hormônios se encontram, agridoce, nada a impedir o que está escrito: sexo matinal. Quem não deseja acordar com uma fêmea o acariciando, passando a mão nos locais mais indiscretos? Eu não desejo, eu almejo, eu intento, eu alimento isso. E aconteceu.
Tua mão, tua boca, carnuda e viva, quente e molhada, tocou-me lá embaixo. Fui à loucura. Os lençóis, claros, bege e branco, não conseguem suportar a sofreguidão de nossos desejos. São atirados de lado, permanecem apenas nossos corpos, agora embolados, num ritmo de Zouk, sensualmente embalados, envoltos na atmosfera do sexo, cio total.
Penetro-te, a posição não importa, penetrar-te-ia de qualquer forma, de qualquer jeito, em qualquer posição. Tão molhada, excitada estavas que nada impediria que deslizasse como queríamos. O atrito, a fricção não depende disso, está na cabeça de quem participa desta festa carnal, quase carnaval. O prazer vem daí, da forma como se imagina, da forma como se pretende estar, fazer e gozar. Pense, você sentirá o mesmo!
Giros, movimentos esguios, rápidos, lentos, tudo visando o mesmo que aquela puta na cama, madrugada passada, aquela mesmo que imaginávamos conosco, fazendo o nosso ménage a trois, aquele ménage tão desejado, aquele ménage safado, impuro, delicioso, aquele no qual gozamos como loucos. Isso mesmo, os movimentos visavam o que aquela puta visou e conseguiu. Isso mesmo, gozo, prazer, explosão de sexo em 5 segundos, 10 talvez. Para você 1 minuto, feliz de você.
Gozo, relaxamento, os lençóis voltam à cama, os corpos se acalmam, as mãos sossegam, entrelaçam-se demonstrando o afeto e o amor, os travesseiros, suados, continuam com o cheiro de bordel, de puteiro, aquele cheiro forte de sexo. Os cães que não sintam isso! Adoro esse cheiro, cheiro de liberdade, descompromisso, de sexo.
Volto para meu sono esperando a próxima hora para acordar.
Ah, como é bom dormir e acordar assim.

sábado, 20 de novembro de 2010

Ode a você

Mulher linda, guerreira, encantadora de cafajestes e canalhas. Antes de continuar, cafajeste é o indivíduo mulherengo, mesmo com uma quer outra, canalha é o indivíduo sem moral, infame, vil, desprezível. Não sou esse, sou aquele! Os canalhas não tem capacidade de te ter, este cafajeste tem.
Voltando ao tema, você morena, branca, se quiser pode até ser loira, já até foi,  pode ser tudo. Você com esse corpanzil, lindo, encorpado como um bom vinho, encarnado como um bom tinto, borbulhante como um bom champagne. Você encerra em si a mais pura devassidão, a mais insana ação, o mais tórrido desejo, você encanta até o demônio. De quatro não há visão mais linda. Quadris largos, ancas anatomicamente moldadas para mim, pele macia e cheirosa. Ante isso não tenho como resistir.
Perigo, risco, torpor de inebriar a alma. Encobre esse corpo de desejo, cobre essa alma de vontades. Mata teu homem mesmo à distância, excita, felicita! Nada se compara ao meu desejo por ti. Desejo de cafajeste não se deixa ao vento, pega-se e guarda.
Na cama faz cara de puta, vagabunda. Na mesa faz cara de santa, pura. Ninguém sabe o que faz dentro de uma alcova, gelada pelo ar, quente pelo desejo. Transforma-se na mais inquieta felina, basta que te toque como desejas. No sexo, uma Deusa. Adora sexo, oral, vaginal, anal, quer sexo. Pede, não espera! Quer, manda! Adoro. Nada se compara ao nosso toque, ao nosso corpo embolado, colado, suado, gozado. Monta e rebola, bate, esfola, quase não suporto tanta vontade. Gozar nessas horas é um mero detalhe. Detalhe esse sempre presente no Gran Finale. Nessa hora tudo emudece e tudo escurece. Os sinos tilintam, os trovões ecoam e nada mais importa.
Por trás desse teu rosto angelical esconde-se uma mulher. A minha! Mesmo que não sejas, é minha.
Louvo-te com exaltação, ode a você!

Maldição de um cafajeste

Um amigo me falou disso e me pediu para escrever.

Nas alturas, anoitecendo, nuvens enegrecendo, brancas se tornando cinzas, o sol não ajuda, está fugindo da briga com a noite. A essa hora ele demonstra sua fraqueza? Ao meu lado minha consciência, amiga,  fala para eu escrever e eu escrevo, me rendo.
O título vem fácil, maldição de um cafajeste, afinal vive isso, não é amigo?
Acometido pela mesma maldição de antes, a sua consciência trabalha mais racionalmente. O mesmo quadro se pinta, cores mais vivas dessa vez, a tela é maior. O pintor é o mesmo mas a modelo, que modelo! Não precisa ficar nua, não precisa fazer pose, a pose dela é a sua postura diária. Mulher, brasileira, mulher com cara de felina, mulher com cheiro de mulher, o gosto, não sei, mas deve ser o melhor. Ah, minha imaginação voa....não posso, não posso, não posso, nem devo, mas faço! Por isso sou um cafajeste, mas não sou um canalha, tenho moral, aquele não tem!
Porque essa maldição? O ser mais feliz do mundo é o cafajeste. Encontra sempre a sua felicidade em cada giro do ponteiro, mas nunca vive a felicidade que se apresenta. É obrigado a deixar para trás a sua alegria, encontrada por acaso, talvez num show, talvez num bar, som carioca, som sertanejo, som nordestino, som de Pipa, de Búzios, de Ibiza. Por um momento chora, por um momento grita. Faltam-lhe palavras para expressar o que sente, não pode demonstrar a ninguém o que sente, só ao amigo, confidente das mais indecentes putarias, companheiro das mais infames e devassas noites, divisor de garrafas do “melhor amigo engarrafado”, parceiro das garrafas do andarilho.
A maldição do cafajeste, essa maldição não tem cura. O cafajeste tem cura, deixe de ser um! A maldição jamais. O que viveu está escrito na tábua do tempo, está impresso, imprimido no particípio irregular do verbo, tanto faz, está na sua mente, no seu coração, na sua boca, na sua genitália, na dela, na roupa que se foi com o cheiro, no lençol que ficou com o perfume, na conta do cartão que virá daqui a 30 dias lembrar do ele que viveu, se é que ele vai esquecer.
Amigo, amiga, nada mais importa, tudo está mudado. A vida não pára, agora insolente vida, até quando eu não sei. Em poucos a maldição carrega tanta amargura, em poucos a maldição faz tantos estragos. A maldição afeta a ele, a mim, a você! Ela nos afetou, essa maldição desgraçada.
A partida aconteceu, o retorno irá acontecer? Eu acho que vai, quase certeza! O bacalhau, a berinjela, o tomate-seco, eles continuam sendo feitos, vendidos aos montes, mas não tem o mesmo gosto daquele dia. O vinho, vendido aqui, aí, ali, não tem os mesmos taninos, sulfitos, o álcool, não tem o mesmo gosto daquele. A piscina não está tão quente, nem a sua, nem a dele e nem a minha. Tudo igual e tudo diferente.
A maldição do cafajeste se apresenta, sou eu, é você, é ele.
O teu corpo não mudará, tua voz também não, teu coração, não sei. O do cafajeste mudou, tenho certeza. Mas a consciência agiu, ele não agirá como antes! Não espere nada diferente mas alimente sempre isso. Para crescer precisa de alimento, precisa de amor.
A minha vida, a sua vida, a vida dele, todas estão voltando aos trilhos. A maldição se apresentou.
Voltei, ele também, você ficou! Voltamos com a maldição em nossos pés. O seu envolvimento foi mais intenso que o meu. Eu já me curei. Ela nem lembra mais, coração duro, apenas pele, sexo. Ele ainda lembra, talvez até sofra. Você, tenho certeza! Você sofre, ainda chora, lembra, masturba-se na esperança de gozar como antes. Faça isso mesmo, não se acanhe. Você precisa, merece e ninguém, por enquanto, será tão bom quanto vocês foram. Faça sozinha até se recompor e não tente comparar com o que foi. Acho que a maldição do cafajeste também te atingiu. Pensei melhor, tenho certeza que te atingiu! Ele, não tenho dúvidas, comparou e continuará comparando. Depois saberei.
A maldição do cafajeste. Seja bem vinda! Sou eu, você, ele, somos nós!
Axé Linda, que os santos nos protejam!
Om Sai ram

30 anos

Alguém me disse uma vez, antes de meus 30 anos, que, aliás, já faz muito tempo, que essa passagem seria muito traumática. Hormônios deixam de ser produzidos, pele envelhece mais rápido, barriga cresce, enfim, só desgraça.
Para a mulher a passagem vem de 1ª classe, cara que chega a doer quando se percebe o preço.
Engraçado, ontem tive a nítida impressão que 30 anos são apenas 30 anos.
Para se comemorar 30 anos a altura dos seus 30 anos segue a receita: alegria, amigos e muita bebida boa num lugar repleto de pessoas bonitas. A partir daí, a música, a comida e a conversa que surgirem estarão adequadas à ocasião.
Quando há essa confluência, quando tudo isso se encontra a magia paira sobre quem faz 30 anos. Eu vi, nós vimos, todos viram.
Os olhos brilham, o cabelo reflete a energia, a dança se torna sensual, as amizades mais companheiras e a conta, pouco importa a conta, o valor será sempre aquém da felicidade esbanjada. O único problema é que isso acaba. Aí a ressaca bate! E os 30 anos passam a ser 30 anos de verdade.
Nessa hora tem que entrar em cena a altivez e o garbo da pessoa interessante e culta que você é. Amigos, trabalho e um bom papo cortam a acidez do pós festa. Nada de Engov®, Coristina® ou dipirona, a amizade é o melhor remédio.
30 anos são apenas 30 anos, nada mais!
Lembre-se de seus 30 anos com o sorriso no rosto, ele só acontece uma vez.

Devaneios de algo que eu já sabia!

Tarde da noite, idéias perversas e pervertidas me consomem. Não tenho como escrever mas as descrevo com a maestria do cafajeste. Após um traço de paternalidade me possuir e me abandonar, tal qual um porre de cerveja, as mais mundanas e insanas descrições me vem à cabeça.
Penso naquele corpo, esguio, magro, singular, curvas apertadas, curvas suaves, gostos amargos e doces se misturando. Penso naqueles seios, pequenos que cabem em minhas mãos, grandes que não cabem no meu tesão. Penso naquelas nádegas, bundas, quadris, exemplo clássico da beleza que Portinari gostaria de experimentar em suas telas. Penso naquela boca, pequena nas dimensões, grande nas intenções, intenções de me possuir, de me engolir, de me chupar, de me fazer delirar. Onde estará ela agora? Hoje não a verei! Que pena, saciarei minha vontade de gozo comigo, com meu eu, com meu ego.  Mas não é igual, é sintonia sem nexo, sem rumo, sem sexo. Penso em seus movimentos, penso em seus carinhos, em nossas posições. Posições, quantas posições!
Magrela, singela, megera que me deixa em chamas e me expulsa de seu mundo. Não te quero mais até a próxima vez.
Ah, quanta volúpia carregas em teu corpo. Maldito corpo, maldita hora que fui te conhecer. Além disso tudo tens em si a grandeza do coração feminino, encanta com a simplicidade.
Sua dança encanta. Seus giros fazem o mundo parar. Seu show é fenomenal. Sou, somos seu fã.
As cortinas se fecham para o próximo ato.
Agora, em nuvens brancas  que anoitecem parto em busca de uma nova jornada.
As cortinas se fecham para o próximo ato.
Até breve, sem choros, sem remorsos. Choro não combina com você.
Eu sabia que isso aconteceria, eu sabia!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ménage a trois

O cafajeste tem sede por experiências novas, TODAS ELAS HETEROSSEXUAIS, SEMPRE!
Certa feita surgiu a oportunidade de realizar um ménage a trois, eu fui! Que coisa legal, se sentir importante, desejado pela mulher do outro que só quer te usar como ferramenta para ter o seu prazer. Isso é demais para um cafajeste.
Bom, cervejas, papos, olhares, caminho do crime! Chegamos, cervejas, papos, olhares, papos mais picantes e começamos a nos embolar, tal como um novelo de lã, cada vez mais intenso.
Foi um tal de palavras, gestos e atos tão indecentes e gostosos que o gozo não demorou a vir. É rápido e indolor. A mulher se torna a rainha e comanda tudo, decide a hora que quer gozar, a hora que você vai gozar. Cansou, troca de homem, quer gozar, volta para quem está mais inteiro. Você, cafajeste, se torna um mero coadjuvante daquela puta de momento que está só te usando. O ménage é a prova de fogo para o cafajeste. Gostas de usar e serás usado, gostas de ser o ator principal e serás coadjuvante. O melhor de tudo: acabou, tchau e benção! Até nunca mais, mesmo que seja daqui a dois dias a nova vida desse cafajeste e daquele casal, formado, até pouco tempo, por uma puta e um corno, mas agora por um homem decente e por uma mulher bem sucedida!
Oh coisa boa! Quero mais, mais e mais.

Cama....Sexo....Gozo....como é bom!

Certa feita ao levar um exemplar feminino, de gabarito, bem tratada, pele macia, pelo escovado, dentes brancos, hálito puro, Kolynos total (Lembra do comercial de certa pasta de dente?) me deparei com uma grande dúvida: cafajeste que se preza mostra seus dotes sexuais, habilidades infames aos olhos puritanos de alguns, logo no primeiro dia ou noite? Não mostrei! E me fudi! Fui difamado aos quatro cantos, três dimensões, cinco sentidos, até o sexto sentido ficou sabendo. Desde então decidi que nenhuma mulher, seja ela a melhor ou a segunda melhor do mundo (cafajeste nunca acha que a sua mulher é ruim!) iria me desviar da minha rota. Todas elas, na primeira ou na última noite de amor, sexo e sacanagem, receberiam o meu melhor desempenho. Confesso que não sou todas essa maravilha mas me esforço para tal e até hoje ninguém me denunciou ao Procon.
Lição aprendida, nova investida e dessa vez a tarrafa veio cheia de novo. Não me fiz de rogado, imprimi o checklist do safado, do puto, do cachorro, e caí com todas as facas, garfos e colheres em cima do meu banquete, dessa vez noturnamente e ela adocicada com algumas doses de caipvodka. Levei-a ao meu quarto e após alguns rápidos e molhados beijos nos despimos. Cada peça retirada, uma pulsação mais forte na área do prazer. Sentia todos os seus músculos pélvicos em contração, sua respiração ofegante, os feromônios saltavam de suas glândulas e inundavam o ar do quarto com o cheiro do sexo. Ah, assim não há cafajeste que resista. Cai de boca com toda força. Mulher gosta de sexo oral bem feito. E isso faz ela se apaixonar, perigo ao cafajeste! Aliás, felação, cunilíngua, pouco importa o nome e sim a forma de se fazer. Beije lá como se beija aqui, molhe, chupe, sinta todo o sabor assim como se aprecia um bom vinho de uva tannat! Voltando, chupei como nunca, fui chupado como ninguém! Dadas as boas vindas, partimos aos movimentos conjugados e simétricos. Ora simétrico, ora assimétrico, ora acelerado, ora desacelerado. Nessa hora tudo se transforma, coisa engraçada. Existe a troca de comando, você deixa de pensar com a cabeça e começa a começar a agir com o corpo, tanto ele quanto ela. E, como num passe de mágica, tudo explode! Misto de grito, socos na cama, arranhões, suores e líquidos. O antagonismo do sal e do doce, a verdadeira sensação de liberdade! Missão cumprida. Ela se foi, eu também!
Aprendi, mesmo que seja por uma única noite, aja sempre como se fosse a última!

Despedidas de um cafajeste

Chegada a hora das despedidas todo o cafajeste chora! Chora sim! Quem disse que cafajeste não chora? Quem não chora é insensível e todo cafajeste é muito sensível, eu sou demais!
A lembrança de bons momentos ao lado de pessoas agradáveis, Tatá, Nega e Pipoquinha Linda, remetem ao coração do cafajeste um sentimento puro e de êxtase total. Mas o tal “êxtase total” se transforma em aflição e em desespero. Quando verei vocês de novo? Será que a magia se manterá até lá? Perguntas irresponsáveis que podem ganhar respostas desagradáveis.
Cafajeste, jamais sofra por nada mas sofra por tudo. Sofra por tudo que você viveu e foi ótimo, excelente! Sofra por querer mais, nunca menos. Sofra porque sabe que esse momento foi mágico. Mas sofra sorrindo e fazendo a todos feliz. O sofrer desse cafajeste é o sofrer da menina que perde a sua melhor boneca, do menino que fura a sua melhor bola, quebra o seu melhor carrinho, perde o seu playmobil (e isso é velho!), sofre mas sabe que ganhará outro melhor!Outro melhor, igual, nunca pior e sempre diferente. Sabe que seu sofrimento é passageiro e sofrerá pelo que sempre foi bom e te deu alegria.
Meninas, voltaremos,  voltarei! A eterna passagem para o retorno tem data certa, marcada por quem não quer ir mas precisa voltar!
“Quero chorar o teu choro, quero sorrir teu sorriso, valeu por vocês existirem AMIGAS!”

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Trate as mulheres com respeito!

CAFAJESTE
Segundo o dicionário Aurélio, da língua portuguesa, cafajeste significa: indivíduo de baixa condição; indivíduo sem maneiras, vulgar; indivíduo infame, desprezível; biltre, canalha. Que procede como cafajeste.

Será mesmo? Acho que não!
Eu sou cafajeste, adoro ser cafajeste, mas jamais fui ou serei canalha. CANALHA - Pessoa sem moral, desonesta. Explico o porquê, não podemos nos dar ao descabimento barato e sarcástico de pisarmos no coração delas. O cafajeste não faz isso, o canalha faz e com gosto! Todas as mulheres se envolvem porque querem e gostam. Essa de P.A. é mais uma artimanha delas para nos levar para a cama. Isso é ótimo, fomos para cama com ela e pronto! Realmente, ótimo, até o ponto que ela se sente muito sufocada e resolve falar a verdade, aí fudeu! Desse ponto em diante nossa vida vira um inferno total, o umbral na Terra. Evitemos isso! Como? Tratem as mulheres com todo o carinho e amor, mesmo que por uma única noite, pois elas merecem. Mulher gosta de sentir protegida, amada, desejada, não importa o tempo que isso terá, mas tem que que ser intenso, sempre. Quer "quebrar ela na solda" , como diz um amigo meu, cafajeste de primeira, mande chocolate, flores, bichos de pelúcia com o seu perfume. Isso é um golaço!
Um amigo meu conheceu uma menina e tiveram um relacionamento legal, bacana, duas semanas, mas na hora de romper o cordão umbilical e abandonarem o mundo de Oz tudo veio à tona. Ele a esqueceu, ela não. Ele não ligou mas ela sim. Ele não atendeu. Resultado: um coração em pedaços, uma mulher bomba solta no mundo, louca para detonar o  canalha! Jamais deixem isso acontecer, mulher ferida é o mesmo que nitroglicerina pura, pronta par explodir. Já ouvi isso e acho o máximo: " Se é pra beber eu bebo, se é para chorar eu choro, se é para ligar eu não ligo mas se ela ligar eu atendo!" Isso é o lema do cafajeste! Vá embora mas deixe a casa arrumada, você vai voltar e vai querer o flash-back. E se lembre que você tem sua rotina e ela tem a dela, não desmonte nem a sua e nem a dela. Palavra de quem já se deu mal com isso.

Mulheres? Nem todas.....

No outro post disse algo que deve ter incomodado muitas mulheres e homens. Porque será que algumas mulheres não merecem ser chamadas de mulheres? Pois bem, eu digo!
Mulheres, vocês devem se preservar da evolução tecnológica e nevrálgica que estamos sofrendo! Vocês estão sendo embebidas, envoltas na burrice que estamos consumindo. A digitalização da sedução consumiu vocês! Ficam felizes quando recebem um SMS ou um email dele, tristes quando não o recebem! Deviam sentir vergonha disso! Vocês devem ser críticas nos elogios, exigir que eles venham até vocês e as conquistem com o "olho no olho"! Se ele não pode ir a um compromisso, que venha e fale "ao vivo e a cores" que não poderá ir, não se contentem com o digital, prefiram o analógico. No amor, no romance, na sedução o antigo ainda traz resultados mais duradouros. Lembrem-se que no digital o verbo deletar é a forma mais fácil de se apagar registros, enquanto que no analógico fica difícil apagar do coração alguém que o grifou de vermelho!
Outro dia fui a um local interessante, um bar dançante, mais parecido com um açougue, onde os cachorros olham as carnes, loucos para as comerem, e percebi o quanto nós, homens, perdemos a capacidade de interagir com elas, as mulheres. Elas, por sua vez, tornaram-se passivas, inertes ao que nós queremos fazer. Hei, falando sério, o que nós queremos com vocês mulheres em primeiro lugar é o sexo, depois vem o romance, o companheirismo, etc. E para que vocês se tornem mulheres devem agir como tal, imponham-se, jamais se enverguem ao tato rústico do homem tosco, mostrem que quem quer comer são vocês e não nós. Chega a irritar a conversa que temos que despender para levar-las para a cama. Não é isso que esperamos de vocês. Esperamos que sejam fortes e autênticas e que mostrem o seu desejo. Quer transar na primeira noite, FODA-SE o que vão falar, transem! Não querem? Mandem esse idiota que está com você pastar, ele saberá como agir e partirá à caça de outra.
Conheci há um tempo três mulheres que são o exemplo, fora a minha esposa que por estar categorizada como esposa subentende-se que já é uma mulher com todos os atributos para tal, e realmente é. Essa três amigas minhas, exemplos da espécie feminina, são o néctar do que há de melhor, gabarito da prova! Bonitas, sinceras, fortes, imponentes, independentes, adoram beber e bebem até cair com você, e por aí vaí....vocês as conhecerão aos poucos.
Ah, cansei de falar isso! Vamos deixar que o mundo se encarregue anular essas falhas no programa.
Até a próxima!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Começando a tentar explicar o que não se explica

Para aqueles que vão tentar entender o que não se entende, sejam bem-vindos!
Para aqueles que não querem entender mas passar o tempo lendo tudo o que será postado, sejam bem-vindos!
Mas, para aqueles que acham que lendo serão mais audazes nas suas conquistas, que serão mais bem-sucedidos com as mulheres, CUIDADO! Vocês, pobres coitados, já estão fadados ao insucesso! Mulher não se conquista, ela é quem te conquista! Mulher não se leva para a cama, não se come. O homem é que é levado, literalmente, para a cama, o homem é que é comido. E quando é bem comido fica difícil digerir o "fora", o "pé na bunda", fica difícil entender  o que a fez fazer isso. Eu bem sei!
Vou tentar, a partir de hoje, passar um pouco do que aprendi e vivi, sobrevivendo, nesses meus últimos anos de tórridos amores, sexos selvagens, conquistas espetaculares, outras nem tanto, mulheres maravilhosas, outras desprezíveis e algumas, bem poucas confesso, que nem deveriam ter sido chamadas de mulheres.....
Explico no próximo post essa colocação.
Sejam bem-vindos e curtam!
Abraços a vocês todos e beijos a vocês todas!
Até a próxima!